quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Comissão debate criação de campus na Bacia do Rio Corrente.

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou ontem (08) uma audiência pública para discutir a criação de um campus da nova Universidade Federal do Oeste Baiano (Ufoba) para o território de identidade da Bacia do Rio Corrente. A principal motivação da discussão se deve ao território não possuir nenhuma instituição pública de ensino superior.
O evento foi muito representativo, com a participação de diversos deputados estaduais, do deputado federal Oziel Oliveira (PDT), de Clóvis Caribé, representando o Secretário de Educação, Osvaldo Barreto, e de entidades e lideranças políticas do território, que lotaram a sala da Comissão para mais uma atividade de mobilização na busca pela alteração do Projeto de Lei no 2.204/2011, do Executivo federal, que dispõe sobre a criação da Ufoba.
Diversos participantes alegaram que a região é importante para o estado, possui onze municípios e mais de 200 mil habitantes, mas não dá perspectiva de vida aos jovens. “São mais de três mil alunos que concluem o ensino médio por ano e não existe uma instituição de ensino superior para abarcar essa demanda. Nossos jovens têm que sair daqui em busca de oportunidades nos grandes centros, como Brasília, Goiânia e Salvador”, afirmou Valmira Queiroz, representante do colegiado territorial.
“Não reivindicamos mais uma universidade e nem que as demais cidades deixem de ser contempladas com os campi. Queremos apenas mais um campus, que seja sediado no território da Bacia do Rio Corrente”, afirmou Marcos Cardoso, presidente da Associação dos Municípios do Vale do São Francisco (Amorvale) e prefeito de Santana.
A presidente da Comissão, deputada Kelly Magalhães (PCdoB), informou que irá encaminhar um relatório da reunião para o governador Jaques Wagner e para a presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra. “Acredito que essa não é uma luta apenas do território e sim de toda a Bahia. Por isso, iremos nos esforçar para sensibilizar o governador e fazer com que ele seja o principal defensor dessa causa”.

Governo do Estado
O papel do Governo do Estado neste momento é auxiliar a instalação das universidades federais, para que elas contribuam efetivamente com o desenvolvimento e com a promoção da igualdade regional. “Para atingirmos a nossa meta em colocar 30% da população entre 18 e 24 anos na universidade, é preciso somar as duas estruturas, federais e estaduais”, afirmou Caribé.
A bancada da Bahia no Congresso Nacional também tem se empenhado para conseguir promover alterações no Projeto de Lei 2.204. Algumas emendas já foram apresentadas pelos deputados federais, pelo senador Walter Pinheiro e por próprio Oziel, que solicitou, especificamente, a inclusão do campus de Santa Maria neste primeiro momento de criação de novas universidades federais.

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